sexta-feira, 04 de janeiro de 2013 @ postado por Marina Maciel

O post abaixo foi publicado hoje, a primeira sexta-feira de 2013, em comemoração ao Ano da Água - ou o Ano Internacional das Nações Unidas para a Cooperação pela Água.

ouro-agua

Foto: Denis Collette/Creative Commons

Marina Macielpost publicado no site Planeta Sustentável e no site da revista Superinteressante

Quando se fala em dinheiro, uma coisa é certa: ninguém reclamaria se tivesse uma graninha extra para dar conta de comprar mimos para si mesmo, para a família e amigos, para reformar a casa, trocar o guarda-roupa… Por mais que todas essas coisas pareçam fúteis, a verdade é que a maioria das pessoas gostaria de ter mais dinheiro para gastar como bem entendesse no dia a dia sem ter que se preocupar com o saldo no final do mês. Já dizia o ditado popular: “O ouro é um metal precioso, alcunhado de vil pelos que não o possuem”.

Pois cientistas da Universidade Estadual de Moscou e do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky finalmente encontraram um novo jeito de extrair ouro da água. Ou, pelo menos, no estudo publicado na revista científica russa Doklady Biological Sciences, dizem ter encontrado. Para conseguir a artimanha, contaram com a ajuda fundamental da planta aquática Ceratophyllum demersum.

Segundo o estudo, essa macrófita – muito popular em aquários, por sinal – tem a capacidade de imobilizar nanopartículas de ouro após a adição de água. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de uma nova maneira de extrair ouro ou outros elementos químicos raros da água. Só que a ideia de extrair ouro da água a partir de plantas não é nova: desde 1934, quando foi publicado artigo na revista norte-americana Modern Mechanix, cientistas especulavam a possibilidade de filtrar com plantas a água do mar. Mas sabemos que o metal precioso mais maleável do mundo está espalhado pelos oceanos em concentração média ainda mais baixa do que está espalhado pela crosta terrestre.

Medalha de ouro para a pesquisa? Bom, se ela fosse feita de ouro mesmo, no auge de seus 400 gramas, valeria a bagatela de R$ 43 mil. Brincadeiras à parte, convenhamos: esse processo é bem melhor – e mais econômico – do que arriscar contaminar a água com mercúrio!

Você conhece outras tecnologias que usam plantas (fitotecnologias) e têm bons resultados? Comente!


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