quarta-feira, 26 de junho de 2013 @ postado por Marina Maciel

Alguns de vocês, que acompanham o blog há mais tempo, devem saber que lancei, no final do ano passado, um webdocumentário sobre a literatura produzida na periferia de São Paulo, com Mirtes Lima e Felipe Gonzalez. O nome dele é A Força da Palavra, ele é fruto de um ano de muito trabalho, muitas entrevistas, conversas e descobertas deliciosas. Vou apresentá-lo a você neste post.

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Em resumo, o webdocumentário “A Força da Palavra – A vez da literatura da periferia” documenta o movimento literário marginal, que vem transformando a realidade das pessoas que moram na periferia paulistana. Como não tínhamos a pretensão de filmar toda a manifestação cultural da periferia – mesmo porque tínhamos apenas cinco meses para gravar! -, selecionamos cinco cenários bastantes plurais que exemplificam a riqueza da literatura da periferia: filmamos saraus que acontecem na Brasilândia, no Campo Limpo, no Capão Redondo, em Heliópolis e na República.

Dividido em cinco capítulos não lineares, o webdocumentário permite o entendimento do tema ao assistir a apenas um dos vídeos, independentemente de ver os demais capítulos ou não. Além disso, a linguagem é coloquial e o webdoc tem um site e está disponível na web para quem quiser assistir, gratuitamente:

Nosso objetivo: que os vídeos fossem acessíveis à população com baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo, para que eles se motivassem também a produzir cultura e retratar a realidade local.

“A Força da Palavra” evidencia como o movimento literário marginal se insere e transforma a vida das pessoas da periferia. Além disso, instiga e desperta o interesse das pessoas das comunidades periféricas paulistanas, com o objetivo de aproximá-los dessa cultura emergente.

O produto final só foi possível devido a um extenso trabalho que desenvolvemos ao longo de 2012, que incluiu análise bibliográfica, aplicação de questionários, visitas aos saraus, entrevistas com personagens protagonistas do movimento e, principalmente, visitas às comunidades da periferia paulistana e ao prédio ocupado pelo movimento sem-teto na Av. São João. O contato com estas realidades foi responsável pelo tom e pela estética do trabalho.

Quando idealizamos o webdoc, eu, a Mirtes e o Felipe tínhamos um sonho bastante ousado: que “A Força da Palavra – A vez da literatura da periferia” incentivasse a produção literária na periferia, além de trazer curiosos em geral para os saraus. Com ele, esperamos contribuir para transpor o preconceito linguístico e gerar inclusão social.

Esta série continua. Leia outros posts sobre A Força da Palavra clicando neste link.


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